Akissel Donner

2016

Como foi voar pela Azul em um vôo doméstico nacional

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Ei ei ei pessoal, chegou de novo a hora de fazer um post do tipo tradicional aqui no blog. Bem, desde já eu peço desculpas pela redundância de algumas palavras no titulo mas tive de usa-las por causa das keywords nos sites de pesquisas. Depois de dois anos morando no Rio e mais de 21 anos viajando apenas de ônibus, eu optei por voar pela primeira vez para a minha recente viagem de 'summerbreak' para Minas. Esse post aqui é pra falar um pouco sobre a experiência e deixar registradas minhas impressões tanto em relação á como foi voar pela primeira vez quanto sobre a companhia Azul Linhas Aéreas Brasileiras. E não é um post patrocinado, quem me dera fosse. hahahaha. Mas se a Azul passar por aqui, meu voo foi o 6999! Caramba, que número sugestivo.

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A escolha da companhia

Quando eu decidi que ia viajar de avião logo comecei a pesquisa de preços pelo Jetcost, tradicional site em que busquei por passagens para minha lua de mel na minha turnê de 2012, algo que nós sabemos, não aconteceu. Brincadeiras à parte, o Jetcost é bom, mas tem aquela coisa de ganhar em cima, e eles ainda frequentemente te redirecionam para um intermediário, como o submarino, ao invés de ser direto com a companhia. No geral a média de preços estavam entre R$ 90,00 até R$ 170,00, ali eu observei que apenas duas companhias tinham vôos compatíveis com o horário que eu queria, que era de partida entre 07:00 e 07:30 (am), sendo uma delas a Azul. 

Comparando a Azul com a concorrente, o site da Azul é consideravelmente mais intuitivo que da outra companhia, fácil. A diferença no valor da passagem para um voo de semelhante era de R$ 30,00, sendo o da Azul mais barato. Até então, em relação á preço, a gente sabe que nem sempre significa qualidade, o que me deixou meio em duvida de escolher a mais barata. Mas a Azul não desapontou, e os elogios pra qualidade ficam pra um pouco mais pra frente no post. 

Capricho meu ou não, o que mais pesou na escolha pela Azul, até mesmo além do preço, é o fato de ela ser uma "flag carrier", ou seja, ser a companhia aérea que, de uma certa forma, representa o Brasil, interna e externamente, o que dá um tom de confiança e credibilidade. Mas preferir uma flag carrier é mais um capricho do que um critério de qualidade. 

Compra da Passagem

Comprar passagens de avião pela internet já foi mais difícil. Antigamente eles aceitavam apenas cartões de crédito. Hoje a Azul já opera com recebimentos via boleto bancário, que deve ser pago um dia após a realização do pedido pelo site - é algo muito válido se considerarmos que o mercado passou a ser emergente já faz alguns anos. Conforme já tenho dito, o site da empresa é bastante intuitivo e de fácil compreensão. Como estava no trabalho consegui fazer uma compra rápida sem ter um cadastro de login e senha e depois, pude vincular a passagem a um cadastro que fiz para ter acesso ao programa Tudo Azul, daqueles programas de benefícios que todas as companhias tem.

Eu fiz questão de ligar na central telefônica só pra ver a qualidade do atendimento, com uma desculpa esfarrapada sobre o peso de malas que se poderia levar na franquia (até então, existia uma regra do governo sobre isso que permitia 23kg, honrados de forma justa pela Azul. Mas á partir de agora a regra do governo mudou qualquer peso é cobrado de forma individual, fique atento!)

Existe também um aplicativo. Testei mas não comprei nenhuma passagem por ele.

Embarque no SDU

Eu nunca tinha ido ao aeroporto, nem mesmo na viagem inaugural do VLT á qual participei. Mas para tudo tem uma primeira vez né, então eu peguei um táxi que ficou em ~quinze reais~ até o magnifico Aeroporto Santos Dumont. Facil acesso? ok. É bonito? ok. É grande? Talvez nem tanto. Mas tudo funciona muito bem. O guiche de chekin da Azul é um dos primeiros entrando pela entrada principal, e, eram seis da manhã e já tinha uma filinha que eu não esperava. Mas todo mundo ali trabalhava com muito empenho e vontade, rapidinho passou.

Em fóruns de discussão online eu li muitos comentários de que era perigoso levar malas sem cadeados entre outras coisas, e me foi altamente recomendado enrolar minhas bolsas da Rio 2016 em um plastico de proteção. Mas onde diabos eu ia sair de casa com uma mala enrolada em um plastico?! Sem chance. Para minha surpresa, ao entregar minhas malas para despache, o funcionário do Time Azul me perguntou cordialmente se eles poderiam enrolar um plastico de proteção, o motivo alegado por ele era outro: elas eram frágeis e corriam o risco de rasgarem durante o embarque. Claro que podia! Deixei la com eles e segui as instruções dele em direção ao segundo andar onde ficava o portão de embarque. Tudo certo e tudo muito ágil, eu ainda tinha 1:15 antes do voo partir, tempo suficiente e ir lá fora um pouco acompanhar a vibe do aeroporto, que em plena seis da manhã já era u agito infinito. Fumei um cigarro, tomei um cafezinho, nesta ordem mesmo, e voltei para o aeroporto para continuar meu diário de bordo.

Na hora de passar pelo detector de metais aqui, o desavisado aqui tentou passar com o cinto, mas teve que voltar e tirar. Em relação ao pessoal dessa aérea de atendimento, sem reclamações, não houve nenhum atrito com nenhum item na mala de mão, coisas que eu vejo enxurradas de reclamações em posts sobre outras companhias.

DECOLAGEM

Dada a hora de partir vamos lá? Nem sempre né. Não entendo porque é tão recorrente relatos de atrasos em voos. No meu caso, o voo saiu quinze minutos mais tarde do que estava na passagem, o que comparado ao que ouço falar de outras companhias, nem chega a ser atraso. A estabilidade dentro do avião é extrema, mais tranquilo até do que as barcas, por exemplo. A decolagem acontece tão rápido que se você se distrair acaba até perdendo. 

Decolar ali do SDU é um lifegoal que todo mundo precisa ter na vida. É lindo ver as barquinhas indo e vindo na Baia de Guanabara, a ponte Rio Niteroi, entre tantas outras coisas que fica até difícil de descrever. 

VOO + SERVIÇO DE BORDO

Pra muitas coisas a gente tem a máxima de que "bom preço vai na contra mão da qualidade". Felizmente para voar na Azul não é assim. Mesmo com a politica de bons preços, normalmente os menores do mercado, a companhia consegue dar um show de qualidade lá em cima. 

Começando sobre o serviço de tv por assinatura oferecida pela companhia, cada cadeira, seja do espaço azul ou não, é equipada com um controle para o monitor que está ali a frente, com a oferta de muitos canais de noticias, esporte e entretenimento. Existe também um canal onde se pode acompanhar o mapa de voo e se ter noção de onde se está. Existem também canais de áudio pra quem não consegue ficar sem uma musiquinha

O voo teve menos que uma hora, no entanto, isso não foi motivo para que ficássemos privados de comida. A companhia é a unica no Brasil a continuar oferecer bebidas e comidas dentro do serviço de bordo, o que vale um elogio estupidamente gigante. É importante ser bem cuidado mesmo quando se está pagando pouco. 

A cortesia é parte de toda a equipe do Time Azul, e boa disposição é notável. 

DESEMBARQUE

Conforme já me vinha sido anunciado, o pouso não costumava ser tão tranquilo quanto a decolagem, portanto chegando em confins uma pressão na cabeça incontrolável tomou conta de mim. É um pouco desesperador. Mas passa rápido, ainda bem. 

Chegando em BH é hora de me despedir do time azul. O clima de despedida acabou me distraindo que eu quase que ia esquecendo as minhas malas. Devaneios á parte, passou uma garota correndo atrás das malas delas na esteira e eu vi que as minhas vinham logo atrás, se não fosse pelo susto com a correria da garota, acho que eu as teria perdido. 

Chegamos em Belo Horizonte, ou quase Belo Horizonte porque o aeroporto de Belo Horizonte não fica em Belo Horizonte. Mas missão dada é missão cumprida. Daqui pra frente, voôs nacionais só com Azul. Vou levar pra sempre a lembrança dessa boa experiência. 

Se você quiser acompanhar mais informações sobre esta viagem, confira o post oficial "The Summerbreak Of Chilling Out Wayfarer Akissel Of Southeast"

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