Akissel Donner

2016

A UFV, O AKISSEL, A UNIVERSIDADE AKISSEL E A SUNSET MACAÚBA

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Pela primeira vez, eu escrevo um post no formato diferente dos demais artigos disponíveis neste blog. O motivo: intimidade. Apesar de todos os assuntos deste blog serem considerados demasiadamente íntimos, nenhum abordado até então precisa ser tratado de forma tão próxima, pessoal e intima. Tentarei me manter fiel á todas as passagens, ainda que isso venha a gerar muito conteúdo e um longo texto. Neste caso, vale a pena! Atenção: alguns nomes foram modificados para respeitar as restrições de integridade. 

"MUDANÇAS E FUTURO"

Antecedentes

Eu passei muitos anos da minha vida construindo coisas. Na verdade estou "trabalhando" nessas construções até hoje. Por bastante tempo estive envolvido em cada um dos passos, as vezes curtos - as vezes gigantes, da conclusão do bem sucedido Ensino Fundamental. Naquela época, com a mentalidade de um garoto de 10/12/13 e 15 anos, "me tornar popular na escola" era quase que como uma lei. Por um lado eu tinha que seguir legado deixado pelo meu tio e pelo outro eu precisava me livrar do terrível pesadelo de "não ser ninguém". Tudo bem que até aqui estamos praticamente no filme "Mean Girls" e seus conceitos imaturos, mas eu não poderia negar as minhas origens e motivações. Quando eu terminei o ensino fundamental em 2010, tive o sentimento de ter concluído com sucesso a "Missão Akissel in School", pois eu era até então a pessoa mais importante da sala (talvez não fosse, mas pensava que era), tinha notas boas e principalmente, ainda considerando os perturbados conceitos que eu tinha naquela série: tinha derrubado o meu maior inimigo (ou minha maior inimiga, dependendo da interpretação), a "Serena Van der Woodsen".

Quando eu entrei no ensino médio começou uma correria justamente para evitar "o fim dos meus dias de gloria". Desculpe por ser repetitivo, mas, estamos falando de conceitos que eu tinha quando mais novo. Para mim, terminar o ensino médio seria ter de começar novamente a vida do zero, e eu ainda não me via pronto para isso. Considerei até "avacalhar as coisas" a fim de causar uma reprovação para poder ficar na escola por mais um ou dois anos - acabei não fazendo isso porque seria frustante não me formar com a turma original com quem eu estudava desde o inicio das coisas, a chamada "geração clássica". Quando as coisas se tornaram grandes em 2012, com a "Born This Way Ball Tour", o medo de que as coisas terminassem ficou cada vez maior - eu já sentia como um final, mas não queria que acabasse nunca. No terceiro ano, em 2013, eu já considerava sobre cursar uma universidade, sempre achei de teria o direito de escolher em qual instituição estudar apesar de saber que não era muito inteligente. A partir de uma campanha de uma universidade particular, eu comecei a considerar a hashtag #VemPraUniaraxa, #VemPraUFMG, #VemPraUFRJ, #VemPraUFF - sobre essa ultima uma observação, ela foi considerada uma das favoritas em 2013 quando estava fazendo as minhas pesquisas, no entanto eu só não gostava muito do "logotipo gordinho". O ensino médio de repente terminou. Na verdade ele teve dois finais, o de 2012, por causa da Born This Way Ball, e o de 2013 que foi quando eu tive uma formatura mais "bacana" do que eu esperava. Logo em seguida, em janeiro, eu me vi sem um rumo de vida, até que na abertura do Sisu eu validei a hashtag #VemPraUFV por ser mais perto da minha casa e por acreditar na letra de ARTPOP que dizia que "as vezes o movimento mais simples é o certo".

Então começamos a trabalhar na construção da "Universidade Akissel". Nunca me esquivei de dizer que este era um projeto pessoal que deveria se tornar grande e atingir proporções gigantescas. O objetivo era que eu saísse dali maior do que eu era quando entrei, em todos os sentidos. Mas nos partimos do principio que eu não esperava conseguir entrar na Universidade porque minha nota era razoavelmente baixa, e o curso bastante concorrido ali naquele campus. Mas eu consegui, fiz meu credenciamento em um dia ao qual eu já nem me lembro mais a data, mas me lembro que tive que pedir ao pai da minha amiga - quase que meu padrinho - pra que ele me levasse lá de carro por ser demasiadamente longe. Quando recebi toda a papelada da aprovação eu não gritei, não chorei. As emoções estavam limitadas á estar feliz pelo demonstração de orgulho da minha amiga, que foi comigo, e pelo vislumbre de como as instalações do CRP eram grandes. Dali fomos á um "pesque pague" passar o resto da tarde, onde eu ficava refletindo se estava fazendo a coisa certa ou não. Eu ainda não tinha certeza. Eu claramente não estava pronto pra nada, mas queria pelo menos tentar. Nos dias em que antecederam a estreia oficial ainda tivemos uma reunião com o restante do pessoal da minha cidade que estudava lá, a formalmente conhecida AESG. Essa reunião teria sido uma das mais estranhas experiências que já tive porque muitas daquelas pessoas ali eram conhecidas, mas também pareciam ser pessoas com quem eu nunca havia falado na vida. Não só parecia. Essa era uma realidade, realidade estranha. E nem mesmo no que deveria ser uma reunião pra que eu finalmente conhecesse essas pessoas, eu cheguei a conhece-las. Me senti limitado. Como quando aparece aqueles ícones de exclamações no ícone de rede avisando que você está conectado, mas a conexão é limitada. Ainda assim eu continue na expectativa de que um dia as coisas pudessem se aproximar das minhas expectativas. Eu costumava fazer um trocadilho com a palavra "universidade" para dizer que aquilo seria um "novo fenômeno universal".

AGORA É OFICIAL! Eu, AKISSEL DONNER, fui aprovado na UFV. É a UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - uma das melhores do...
Posted by Akissel Donner on Monday, January 27, 2014

Series Premiere

17 de Março de 2014. Eu normalmente me atraso para as coisas da rotina, portanto fui bem cedo para o ponto de ônibus naquele dia. Fui o primeiro á chegar á "Praça São Sebastião" e sentei na mureta do Banco do Brasil . Então logo em seguida apareceu um outro garoto para aguardar também, o "Luke"; Começamos a trocar algumas ideias. Ao que eu me lembro, esta foi a primeira vez em que um desconhecido trocou uma ideia espontânea comigo em minha cidade. Em uma cidade onde uma maioria das pessoas se acham superiores que as outras, e outra parte da maioria só interage com pessoas dos seus clans, isto não é muito comum. Mais tarde chegaram uma prima e um primo do Luke, um deles o TH. TH já havia sido meu colega de trabalho em uma gráfica, e eu havia o visto no dia da matricula, então esperava mesmo encontra-lo. Juntos, nos quatro fomos pra Universidade. 

No ônibus eu sentei do lado de Luke. Ele estava muito ansioso e nervoso. Mal acreditava que estaria entrando na universidade. Conversamos durante todos os 60 minutos da viagem, e falamos de nossas expectativas e planos, lembro bem que ele mirava fazer os concursos bancários. Quanto mais nos aproximávamos da Universidade, mais nervoso ele ficava com a empolgação, e eu fui um pouco contagiado por aquela energia. Eu e Luke ainda fomos juntos sentados do lado por mais uma semana, até que depois ele faltou dois dias de aula na segunda semana, e á partir do terceiro já não se sentou comigo mais. 

Ainda no primeiro dia, fomos nós três, eu, Luke e TH, autenticar nossa matricula. A fila era meio grande, e ele se separou da gente primeiro. Já o TH era do mesmo curso que eu, e o fato de já nos conhecermos me deixou próximo dele. Ele era um garoto bem legal, bastante inteligente e dedicado - uma "boa companhia!". No entanto, no que se diz a relações dentro da faculdade, nós tínhamos visões diferentes. Ele já conhecia um boa quantidade de pessoas que já estudavam ali há algum tempo, e ele já era parte deste clã. Em relação á nossa turma, eu sempre via ele agindo de forma muito dispersa e desinteressada. Por uma serie de vezes ele me apresentou algumas importantes pessoas, incluindo a "Chaffe", uma ex-colega de escola dele que fazia o curso de ADM, também muito inteligente, e, apesar dela ser pouco social, nós damos bem durante uma longa temporada. 

Nós quatro nos encontramos no intervalo entre uma aula e outra, e ficamos conversando sobre nossas expectativas. Eu me lembro que as minhas primeiras aulas foram de Sociologia e Calculo Diferencial e Integral. Foi como ir do céu ao inferno em dois tempos. A professora de sociologia representava tudo o que eu havia esperado na vida de um professor enquanto o outro, era de uma aura extremamente pesada, cujo limite da não-afinidade tendia ao infinito. Depois, na hora de voltar pra casa, rolou como que uma mini-festa no fundo do ônibus - o que nos foi de muito agrado. 

Season I Premiere

Para o final daquela semana estava agendado um evento: o trote. Ouviu-se dizer que o trote de 2013 tinha sido o mais foda do curso de todos os tempos, e para 2014, as expectativas estavam em alta. Como o meu "co-protagonista" TH não era lá desse tipo de coisas, eu logo tive de entender que eu iria para o trote sozinho. Eu fui e cheguei um pouco atrasado, mas cheguei com uma personalidade que pareceu agradar a gregos e troianos. Nas primeiras horas de sofrimento eu logo me fiz de arrependido, e brinquei que queria voltar pra casa, mas fui, supostamente, impedido. "Agora que veio terá de ficar". Havia muita gente ali, muita mesmo. Eu nunca imaginei que o curso de Sistemas de Informação pudesse ser tão grande. Até porque, a maioria dos veteranos eu nunca tinha visto antes (e nem voltaria a ver depois, porque parece que foram ali somente para este "especial").  Eu me lembro que eles nos obrigavam a tomar doses de pinga ás quais tinham unhas dentro, o que era uma nojeira exagerada, mas, como eu estava sendo bem recebido por todos, por vezes nem estava me dando conta do que estava acontecendo. Uma das veteranas trouxe uma cera de depilação e tirou uma filhete de pelos de cada uma de nossas pernas de nós meninos. Ali foi um trampolim agradável para que eu demonstrasse que eu não regressaria e continuaria sendo o Akissel que nasceu na Born This Way Ball: "que cera boa, qual a marca? preciso de uma assim porque a que eu uso é muito fraca", e logo puderam entender das minhas preferencias. Foi um passo arriscado, mas, não explodiu nenhuma bomba do campo minado no qual eu estava caminhando. Uma das partes mais interessantes também, foi a parte em que eles nos obrigaram a pegar um copinho e sair pedindo dinheiro na rua. Eu fiz uma verdadeira maratona pela cidade universitária em busca de pessoas de bom coração, e pude conhecer várias moças, rapazes, senhoras e senhores e me apresentar como calouro da UFV. Com a renda, fizemos uma festa. Depois de tantas doses de pinga adulterada, eu estava um tanto quanto alterado, e mencionei o interesse em ir embora, mas como várias das recem conhecidas recomendaram que eu ficasse, eu fiquei. Eu conheci muita gente, conversei com muita gente, e me senti muito bem recebido. Assim como os outros calouros, apesar de que poucos destes aderiram a festa. Com o passar o dia foi batendo o cansaço e eu resolvi me sentar, foi então que um garoto questionou porque eu sentei, e apos alegar cansaço, eu ouvi ele dizer: "vai embora então!". "Riquedi" foi quem disse isso, algo que não foi muito apreciado pela minha personalidade exigente. Mas de qualquer jeito eu teria de ir embora mesmo porque mais tarde não haveriam mais ônibus em sentido a minha casa. 

All Season I Long

No entanto as ocasiões de festas foram raras considerando a primeira temporada como um todo. Cabe dizer que, a maioria dos participantes da festa do trote estavam agora no campus principal e raramente apareciam para uma participação adequada. Entre os calouros a integração era quase nula. No final do mês a professora da disciplina de programação anunciou um trabalho que poderia ser feito em dupla, no entanto, isso era complexo porque eu até então não conhecia ninguém o suficiente para chamar para fazer dupla comigo, o que foi uma real frustração. Neste mesmo dia apareceu um novo calouro que entrou nas ultimas chamadas: "Amorim", da republica "L-House". Ele conversou comigo sobre ter chegado depois e sobre como estava perdido nas matérias, e logo marcamos de estudar num final de semana para a prova de calculo que ele teria. Então, num domingo, eu fui conhecer a "L-House"(*este nome foi adaptado). Fui muito bem recebido, com direito á um copo de chopp e bastante conversas longas, e no final do dia assistimos ao jogo do Cruzeiro. Eu agradeci muitas vezes á Deus por esse momento, pois eu pude ficar tranquilo e pensar que as coisas estavam fluindo de forma natural.

Futuramente, um professor cancelou a aula e nós, eu e mais um três alunos mais sociáveis da turma, insistimos de aproveitar o tempo pra que a turma toda pudesse se reunir para socializar, para nos conhecermos. A adesão foi meio baixa, eu não me lembro se o TH foi ou não foi, mas de qualquer maneira a gente pelo menos se divertiu. E depois ainda voltamos pra segunda aula, e também para que eu pudesse pegar o ônibus rumo minha casa. Outra pessoa que eu conheci foi o Menezes Cortes, de opiniões politicas muito compatíveis tanto comigo quanto com nossa professora de sociologia. Depois, nós, eu e os rapazes da l-house, fizemos o trabalho de sociologia juntos, e tiramos nota máxima.

Um ultimo desenvolvimento da primeira temporada foi ter finalmente começado uma amizade com o FD. Quando estávamos na preparação para a Born This Way Ball Tour, em 2012, muito ouviu-se falar sobre FD, no entanto ele só veio a aparecer na continuidade ofialmente em 2014. Entre indicações de músicas, incluindo a Tove Lo e o George Ezra, e ideias sobre festivais e shows, se desenvolveu uma boa afinidade, que foi somente o ponto de partida para a segunda temporada.

Durante a primeira temporada eu e TH fomos nos afastando por termos ideias diferentes sobre o dia a dia, e depois dele, a amiga dele Chaffe também perdeu espaço. Com o decorrer da temporada eu fui mudando de uma postura de "forasteiro no país das maravilhas" para uma postura de alguém com um maior nível de irritação que ansiava por ser um badboy. Nos dias prévios ao meu aniversário, eu ganhei uma jaqueta vermelha da Honda, o que se tornou quase que uma marca registrada naquele inverno frio daquele campus. A professora de sociologia veio a passar um outro trabalho, que permitia até dez pessoas no grupo, e para minha surpresa, havia mais pessoas querendo fazer o trabalho comigo do que o número máximo permitido, então eu fiquei contente. Por muitas vezes eu fugia dos caminhos comuns para não encontrar com pessoas que eram muito reservadas.

Foi descendo as escadas que davam na mesa de ping-pong, que eu encontrei a minha primeira, e única paixão platônica naquele campus. Chamaremos ela de Nagore. (Por causa da mulher do Xabi Alonso, Nagore Aramburu). Nós voltamos as cenas que mais se parecem ao filme "Mean Girls", mas eu me apaixonei por ouvir ela falar coisas simples como "que dia é hoje?", "tudo bem?", e etc. Fomos ficando mais próximos. Nessa época as coisas voltaram a se parecer uma primavera com boas energias, porque estávamos em época de copa. Aos poucos eu comecei a me aproximar cada vez mais da Nagore Aramburu e do pessoal da mesa de ping e pong, ainda mais porque, logo menos, o pessoal que eram meus colegas de turma começaram a colar naquela região ali também. Faltava uma semana pro meu aniversário, e depois de fazer posts na internet pedindo pra ganhar um whisky de presente, eu ganhei uma vodka, o que já dava pra quebrar um galho - e eu escolhi que ia levar ela pra gente beber na faculdade. O fato de beber na faculdade era um sonho desde sua estreia uma vez que a irmã do TH, que estava agora pra se formar, alegou que nos primeiros anos ela fazia esse tipo de coisa.

No dia do meu aniversário foi uma verdadeira batalha pra chegar na faculdade. Eu perdi o ônibus que saiu mais cedo do ponto em meu bairro, então, já frustado eu estava pensando em ir pra casa, quando uns ex-colegas do ensino médio passaram de carro e trocando uma ideia com eles expliquei a situação. O que decidimos: ir de carro mais rápido pra alcançar o ônibus antes dele passar no ponto final naquela região. Tudo certo. Cheguei lá á tempo e peguei o ônibus em direção a faculdade. Não foi a maior festa do planeta, mas para o primeiro ano de faculdade foi bem satisfatório. Dali, num instante, a temporada acabou.

A primeira temporada terminou com uma avaliação positiva de bom desempenho no conceito intelectual, e regular no conceito social. Apesar de que ao final da temporada já era muito comum eu me sentar numa mesa e logo aparecerem vários outros colegas pra se sentarem comigo, e eu frequentemente encontrar com pessoas que gostava pra trocar uma ideia no corredor, ainda havia muito o que desenvolver considerando os sonhos e projetos iniciais. Considerava-se também algumas dificuldades causadas pelo fator financeiro, uma vez que os meus pais não me ajudavam com nenhum apoio financeiro para qualquer coisa, tento eu até mesmo que implorar pelo dinheiro da passagem.

Houveram muitos momentos considerados realmente valiosos, mas nunca o suficiente para receber qualquer status de guilty pleasure.




Momentos. |Ax.xD|
Posted by ARTPOP on Sunday, June 8, 2014

SEASON 2

Para o retorno para uma segunda temporada, as expectativas ficaram menos pretensiosas, e os medos também estavam reduzidos. Agora trabalhando, eu precisava diminuir o número de disciplinas, e consequente o tempo na faculdade. No entanto, com dinheiro, seria mais fácil ir para UFV nos finais de semana. 

No episódio de retorno tudo correu de uma forma tranquila. Eu cheguei um pouco mais cedo em razão de ter ido direto do trabalho, de carona com o patrão. Esperei em torno de uma hora até chegar o ônibus com o resto da galera, e nele veio o FD que se sentou comigo, e em seguida os colegas dele se juntaram a gente também. Nessa temporada o número de pessoas conhecidas praticamente triplicou. 

Desta vez eu fiz a disciplina de programação com uma turma que fazia outros cursos, como de Engenharia. De ali sugiram muitos contatos e companhias para fazer trabalhos. Logo na primeira aula pratica da matéria eu já estava enturmado com uma galera, e livre do meu pesadelo de ficar sozinho. A minha paixão platônica, Nagore, tinha ido embora, mas haviam outros conhecidos da tradicional área do ping-pong. Já na disciplina de Banco de Dados, eu fazia aula com alguns veteranos, e um pessoal do curso vespertino. Daqui surgiu o pior momento desta serie: uma parte da turma se reuniu para tirar uma "selfie" com a professora, incluindo eu, no entanto, o cara que postou a foto, resolveu me cortar da imagem - este teria sido o pivô de algumas das minhas decisões futuras. Haviam outras disciplinas com turmas repetidas. 

Durante esta temporada, também aconteceram as eleições para reitoria. Fui escolhido como mesário assistente. No dia da votação eu pude notar como a faculdade era gigante e como havia uma parcela de pessoas que eu ainda se quer havia visto. (E provavelmente agora, á 800 km de lá nunca mais verei e conversarei). 

Consideravelmente, a participação de uma amiga do ensino médio aumentou nessa temporada. Para alguém que eu nunca encontrei no primeiro semestre, ela passou a ser uma pessoa que semanalmente ficava lá até uma parte da noite para estudar com os colegas o que facilitava nossos encontros, e também me levava a matar algumas aulas pra passar um tempo com ela. 

Depois de uma mudança de trabalho, em setembro, eu passei a ir recorrentemente a cidade universitária á trabalho também durante o dia, o que proporcionou uma melhor proximidade também. 

Um dos supostos grandes momentos dessa temporada seria a chamada Semana Acadêmica de Sistemas, em que seria oferecido um "gigante" coffee break que seria o momento da vida de muita gente ali. Pode ate ter sido da deles, mas pra mim soou bastante burocrático e folclórico. 

Eu passei basicamente essa temporada inteira junto ao FD, os amigos dele, o pessoal de administração e engenharias, e por vezes ia na L-house para passar um fim de tarde jogando video game ou assistindo alguma partida de futebol na TV. Até que foi anunciada uma festa: a Sunset Macaúba. 

A SUNSET MACAÚBA

A macaúba é a mais tradicional republica deste campus. Indiscutivelmente, a número um em todos os segmentos. Um dos seus pontos mais fortes são suas festas, principalmente no carnaval, em maio, e a Sunset do final do ano. Eu ja havia demonstrado bastante interesse em ir nas festas, no entanto por um lado tínhamos o TH que não era nada festeiro e por outros os meus amigos da geração clássica que gostavam mais de festas as quais se pode ir de chapéu e bota, este impasse só foi resolvido quando conheci o o FD. Foi ele quem me avisou da Macaúba, e eu me auto-convidei para ir com ele. 

Uma festa open-bar, com apresentação da banda "Homem de Lata". E temos aqui um debut. O meu melhor e mais favorito momento nessa história toda com a UFV. Eu me lembro muito bem que isso começou ainda antes porque eu fui pra cidade universitária para uma festa que ia ter na boate. E então eu dormi, e no dia seguinte fui com a B&B para comprarmos o vestido que ela ia usar no dia e tomarmos café. A cidade estava toda animada, as pessoas ouviam sons altos em suas casas e republicas, e as ruas estavam cheias de pessoas com boas energias e comprando bebidas. Era quase que um feriado. E então fomos pra Sunset com uma fila muito grande, e dali, eu me lembro pouco as coisas que eu aconteceram, efeito da bebida. Mas eu sei que tinha muita gente, e que foi muito bom. E depois choveu, e a festa teve que ser interrompida por isso. Mas eu não entendia porque, então subi no palco para pedir pra banda tocar mais um pouco, e isso foi pro snapchat de alguém. 

Depois da Sunset voltamos pra casa da B&B onde comemos alguma coisa, e conversamos, e foi muito bom, e depois, ao invés de dormir, ficamos ouvindo umas músicas, eu, ela o FD. E a noite nunca acabou, quando o FD dormiu, a gente foi visitar umas amigas da B&B que moravam na mesma quadra e tinham chegado de viagem naquela noite. Lá comemos macarrão e ficamos rindo muito das histórias que tinham acontecido tanto ali quanto na viagem. Ainda deu pra aproveitar alguma coisa no domingo. Mas depois acabou. 

Season Finale / Series Finale

Dali até o final da temporada foi um piscar de olhos. Eu só me lembro das entregas de trabalhos, das provas, e que fui aprovado em tudo. O ultimo episódio foi só pra entregar trabalho, e não tinha muita gente na universidade. Curiosamente, entre as poucas pessoas que estavam lá, tinha o Luke  - o cara do episódio de estreia que já não aparecia mais. Naquele dia, eu, ele, e mais dois colegas jogamos umas partidas de totó na mesa que tinha no corredor da faculdade, eu me lembro que até ganhei uma. (coisa que foi impossível acontecer no ping pong). E depois acabou. Acabou mesmo. 

Em 04 de Janeiro de 2015 eu anunciei que ia passar uma temporada no Rio de Janeiro, e no projeto inicial voltaria para Minas depois de um ano para dar continuidade na Universidade Akissel. Eu nao queria voltar. Eu não voltei. Em 02 de Dezembro de 2015 eu anunciei o meu ingresso na Universidade Federal Fluminense, para "Universidade Akissel: Ultimate". Uma outra continuidade, com outras coisas. 

Continuidade

Ainda assim, na Sunset de 2015, eu passei um final de semana em Minas para poder comparecer. Curti mais do que a primeira. Agora, em 2016, eu não irei em razão de que a data anunciada, dez de setembro, é muito contra á continuidade lógica atual. Esta poderia ser a ultima que eu ia, já que o FD e a B&B que são meus colegas mais próximos estão se formando este ano e também não devem ir em futuras edições. 

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